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sábado, 11 de junho de 2011

Renato Gaúcho tem a missão de salvar década

Foto: Tárlis Scheider / Agência Freelancer

Após o post "10 anos, 15 títulos, 15 técnicos", sobre o Internacional levantar mais de um título por ano, mas também mudar de técnico frequentemente, chegou a vez de saber como foram as trocas de comandos e os títulos conquistados pelo Grêmio. Pois saibam que os dois times gaúchos têm algo em comum nisto, pois ambos apresentaram 15 técnicos cada e os últimos foram ídolos que vestiram a camisa como jogador. Durante este período, Tite, Cláudio Duarte e Celso Roth comandaram ambos times da dupla Gre-Nal.
No total para a Dupla, foram 10 anos, 20 títulos e 27 técnicos diferentes.

No quesito títulos de importância nacional, o tricolor gaúcho não empolgou muito a torcida, muito pelo contrário, o time mais decepcionou o torcedor. Nesses 10 anos, foram 15 técnicos e apenas cinco títulos. Mano Menezes foi o que mais ergueu taças durante este período, três no total, sendo dois Campeonatos Gaúchos e um Campeonato da Série B. Depois Tite com uma Copa do Brasil e Silas com um Gauchão.


Os técnicos do Grêmio durante os 10 anos:

Tite – 28/12/2000 -- 03/06/2003
Darío Pereira – 09/06/2003 -- 21/07/2003
Simionatto – 21/07/2003 -- 22/08/2003
Adilson Batista – 22/08/2003 -- 03/06/2004
José Luiz Plein – 08/06/2004 -- 09/09/2004
Cuca – 10/09/2004 -- 27/10/2004
Cláudio Duarte – 27/10/2004 -- 19/12/2004
Hugo de León – 24/12/2004 -- 21/04/2005
Mano Menezes – 21/04/2005 -- 03/12/2007
Vagner Mancini – 03/01/2008 -- 14/02/2008
Celso Roth - 15/02/2008 -- 06/04/2009
Marcelo Rospide - 07/04/2009 -- 17/05/2009
Paulo Autori - 18/05/2009 -- 11/11/2009
Marcelo Rospide - 12/11/2009 - 08/12/2009
Silas - 09/12/2009 -- 08/08/2010
Renato Gaúcho - 10/08/2010, atual técnico


Títulos:

Copa do Brasil - 2001 - (Tite)
Campeonato Brasileiro Série B - 2005 (Mano Menezes)
Campeonato Gaúcho - 2006 (Mano Menezes)
Campeonato Gaúcho - 2007 (Mano Menezes)
Campeonato Gaúcho - 2010 (Silas)


Mas vale lembrar que nesta semana o Grêmio completa aniversário da última conquista de grande expressão nacional, a Copa do Brasil de 2001, com isso, o time fecha 10 anos sem títulos de expressão. Por isso, Renato Gaúcho tem a missão da década para não deixar o Grêmio completar mais anos sem grandes conquistas.

Confira dia 17 de junho, o post sobre as reviravoltas no tricolor nos últimos 10 anos.

domingo, 15 de maio de 2011

Uma final maior que o cafezinho

Foto: Jefferson Botega/Zero Hora


Surpreendente, a final do Gaúchão (que já foi chamado de cafezinho na era Fábio Koff em 1995/96) deste ano, um grande jogo disputado pela dupla Grenal no Estádio Olímpico. Grêmio começou o jogo a 200 por hora, com alta velocidade o time de Renato lembrava a equipe que ano passado decidia seus jogos logo nos primeiros minutos. Logo aos 15 minutos, Lúcio abriu o marcador para o tricolor. O Inter de Falcão começou jogo mal escalado com Juan na lateral, Kléber no meio e D’Alessandro no ataque. O treinador colorado que não é bobo, mexeu no time  e tirou Juan( já com cartão amarelo) e botou o atacante Zé Roberto, passando Kléber para lateral e D’Alessandro de volta ao meio. O Grêmio continuava melhor, mas Damião em grande fase empatou o jogo, numa jogada de Zé Roberto pela esquerda. O colorado melhorou e numa cobrança de escanteio, Andrezinho pegou a sobra e botou o Inter na frente.

No 2º tempo, o Inter precisando do resultado se mandou para frente, Falcão tirou Andrezinho lesionado e botou o jovem Oscar que causou correria na zaga do Grêmio. O tricolor gaúcho voltou para segunda etapa indo pra cima, mas com pouco menos de velocidade. Até que os 30 minutos Zé Roberto, o grande nome do jogo escapou pela esquerda e cara a cara com Victor sofreu pênalti, convertido por D’Alessandro. Com esse resultado o time de Falcão estaria sendo campeão gaúcho. Renato imediatamente trocou Leandro e Viçosa pelos contestados Lins e Borges. O Grêmio pressionou e num levantamento para a área de Douglas, Renan falhou e bola sobrou para Borges marcar.

Os últimos minutos para gremistas e colorados foi simplesmente um teste para cardíaco, como diria Galvão Bueno. A partida terminou 3 a 2 para o Inter, o mesmo resultado conquistado pelo Grêmio no clássico no estádio Beira-Rio, para aumentar a dramaticidade da partida, uma decisão por pênaltis.

Douglas e D’Alessandro converteram. Renan defendeu a cobrança de William Magrão, mas Victor logo em seguida pegou as cobranças de Damião e Kléber. Lúcio tinha a chance de colocar o tricolor na frente, mas a estrela de Renan brilhou e o goleiro defendeu mais uma. Rochemback, Lins, Oscar e Bolatti converteram seus pênaltis empatando o Grenal novamente e levando disputa para as cobranças alternadas.  Rodolfo e Nei igualaram o placar mais uma vez. Até que Adílson, jogador conhecido por não marcar gols pela sua péssima pontaria, cobrou o pênalti e Renan mais uma vez defendeu. Restou a Zé Roberto o melhor jogador do clássico, a missão de dar o título gaúcho ao Inter, que não decepcionou e marcou gol na sua cobrança.

Como vimos, o clássico foi cheio de emoções com nível bem superior as partidas do campeonato gaúcho, é uma pena este grande jogo não valer nada mais do que apenas uma flauta semanal entre torcedores rivais. Pois o Inter, campeão gaúcho de 2011 conquistou vaga para que o mesmo com esta conquista? Nem estádios estiveram lotados nas finais? É preciso rever a fórmula de disputa do estadual, são muitas finais, decisão da Piratini, Farroupilha, Super campeonato. Tudo isso por nada...Porque não se faz apenas um campeonato, com quartas-de-final, semifinal e final.

E porque flauta semanal? Pois no próximo domingo começa o campeonato brasileiro( veja o texto foco é no Brasileirão) e depois de alguns jogos ninguém mais lembrará do título de campeão gaúcho. O campeonato nacional sim é a Copa do Mundo da dupla Grenal que pode levar os times de volta a Libertadores da América. E alguém lembra do Inter campeão gaúcho de 2002 com Junior Baiano e Fernando Baiano, que quase foi rebaixado. E o Grêmio de 1999 que jogava nas costas de Ronaldinho e foi um desastre no Brasileirão daquele ano. Cuidado, o Gaúchão engana e complica (veja texto o Gaúchão vale o que mesmo) a dupla grenal, os dois times precisam de reforços. 

sábado, 7 de maio de 2011

Toque rápido #3

* O Internacional voltará a enfrentar o Barcelona. Desta vez pelas semi-finais da Copa Audi, dia 26 de julho. A outra semi-final será entre Bayern de Munique e Milan (27/07).

* O Milan empatou  sem gols com o Roma e se consagrou campeão do campeonato italiano da temporada 2010/11, com três jogos de antecipação. Este é o 18º título italiano do clube.

* O Internacional é o segundo clube brasileiro com a maior receita do Brasil no último ano, R$ 200,798 milhões. Já o Grêmio aparece na 7ª posição com R$ 113,677 milhões.

* O site do jornal argentino Olé publicou neste sábado que a dupla Gre-Nal manifestou a intenção de contratar o atacante Mariano Pavone, River Plate.

* Neste domingo, tem o primeiro Gre-Nal da final do Gauchão. Quem será que larga na frente para ficar com o título de consolo do primeiro semestre?


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um amargo consolo

Uma quarta-feira para o futebol brasileiro esquecer. Foram quatro eliminações indesejáveis e a arrogância dos clubes brasileiros em acreditar que eram melhores caiu por terra, na terra dos verdadeiros Libertadores. Tudo começou no ano passado, o Campeonato Brasileiro vinha equilibrado, a maioria das pessoas acreditavam que era pelo alto nível dos clubes, mas hoje percebemos que nosso futebol estava nivelado por baixo e não por cima.

Agora, para alguns destes clubes restou apenas o amargo consolo do campeonato estadual para obter algum título neste semestre. Está na hora de priorizarmos o que realmente importa. O Internacional utilizou o time B na primeira fase do Gauchão e foi eliminado, mas garantiu uma das melhores campanhas na Libertadores. Já o Grêmio, levou o primeiro turno e continuou priorizando as competições quase que igualmente, o resultado foram vários jogadores lesionados e uma das piores classificações na segunda posição do grupo para as oitavas de finais.

Quando chegou a fase decisiva do Gauchão, Inter e Grêmio resolveram ir com tudo. O Inter levou o segundo turno e o Grêmio continuou perdendo jogadores por lesões. Então, quando chegou a fase de mata-mata na Libertadores, ao mesmo tempo tem as finais do Gauchão. Na dificuldade de escolher as prioridades, a dupla acabou eliminada do que realmente importava, a Libertadores.

Chegou o momento dos clubes e da Federação Gaúcha de Futebol perceberem que o Gauchão não leva a dupla Gre-Nal para lugar nenhum. E se ainda queremos reconhecimento, temos que priorizar o que realmente importa, a Libertadores. Caso contrário, continuaremos vendo torcedores da dupla comemorando juntos, mas vibrando derrotas alheias e não vitórias de seus clubes. Transformando as derrotas dos rivais em um consolo amargo.

CRUZEIRO ELIMINADO



FLUMINENSE ELIMINADO



INTERNACIONAL ELIMINADO



GRÊMIO ELIMINADO

O Gaúchão vale o que mesmo?


A grandiosa fórmula do campeonato gaúcho, imposta a partir de 2009 vem dando inúmeros problemas para a dupla grenal nos últimos três anos, principalmente no que diz respeito a Taça Libertadores da América.
Voltamos ao ano de 2009, quando foi imposta a nova fórmula do campeonato com a Taça Piratini e Taça Farroupilha (cujo nomes era Fernando Carvalho e Fábio Koff). O Grêmio se encontrava disputando a Libertadores, havia sido o vice-campeão brasileiro em 2008, tinha uma boa base de time. O técnico Celso Roth havia decidido pela preferência de preservar titulares nos jogos que antecedesse aos confrontos pela competição continental, devido ao calendário mal organizado, onde você jogava na quarta pela Libertadores, na sexta semifinal da Taça Fernando Carvalho e no domingo a final. Uma parte da mídia gaúcha e FGF pressionaram o Grêmio para que valorizasse o Gaúchão.
Celso Roth mesmo com boa campanha na Libertadores, pressionado por não ganhar grenais foi demitido, mas antes disso já havia perdido William Magrão lesionado num jogo contra o Avenida em Santa Cruz. Um bom trabalho desperdiçado e chegou o carioca Paulo Autuori e daí todos sabemos o que ocorreu na Libertadores.
Em 2010, o Internacional sofreu prejuízos na Libertadores, quando teve que jogar uma decisão com o Pelotas, logo em seguida viajar rumo ao Equador para uma importante partida da Libertadores. O Grêmio jogava a Copa do Brasil e também teve perdas como Souza que ficou fora de toda Copa do Brasil, Mário Fernandes, Borges e Leandro (ex-São Paulo) lesionados diversas vezes.
Mas, 2011 tem ficado evidente o quanto o calendário do Gaúchão atualmente atrapalha a dupla grenal. Começou com projeto de time B do Inter, que era alvo de elogios para toda mídia no RS e foi aniquilado após uma desclassificação para nada menos do que a sensação do campeonato gaúcho, o Cruzeirinho-RS.  Logo após o colorado com os titulares, perdeu o zagueiro Sorondo, que vivia uma excelente fase num jogo do estadual disputado num gramado sintético, sem o mínima adaptação.  A maratona de jogos decisivos do Gaúchão e da Libertadores tem sido mais problemático no lado tricolor, só para o jogo decisivo contra o Universidad Católica, os desfalques por lesão chegam à sete jogadores (Victor, André Lima, William Magrão, Lúcio, Gabriel, Rochemback e Bruno Collaço) todos lesionados durante partidas do estadual. Só durante primeira fase da competição continental o clube já perdeu Viçosa, Lúcio, Escudero, Vilson, Douglas, Gilson, Rochemback, Clementino, Gabriel entre outros. 

Tudo bem, lesões são da natureza do esporte, mas com certeza a maratona de jogos decisivos pelo Gaúchão tem uma influência forte. É importante manter viva rivalidade estadual, e não estou pregando o fim do campeonato gaúcho. Entretanto porque não se procura uma fórmula onde se possa ser disputada uma fase de pontos corridos, todos contra todos(o que beneficiaria os times do interior que não ficariam mais duas semanas parados como ocorre no primeiro turno do Gaúchão) com os oito melhores se classificando para quartas, semelhante ao campeonato paulista deste ano. Nas quartas e semifinais jogos únicos, com mando para os times de melhor campanha e na final dois jogos decidem o título. Esta fórmula daria mais tranqüilidade a dupla grenal durante a fase de classificação, para poupar jogadores com problemas de lesões. Ou até mesmo alguma outra fórmula onde Grêmio e Inter não precisassem jogar tantas decisões pelo estadual, como final da taça fulano de tal, ou chimangos contra farrapos.  
O que não pode é os dois grandes times do RS, continuarem a serem prejudicados e eliminados na Libertadores, afinal o título do Gaúchão, além da rivalidade, objetivamente leva a dupla grenal aonde????? Já a conquista da Copa do Brasil tem como destino à Libertadores que leva ao Mundial FIFA. 

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